Safra de pinhão em SC cai 32%, mas preço compensa produtor
A menor oferta do alimento no mercado deve elevar os valores pagos aos extrativistas e garantir a rentabilidade da safra.
A temporada de colheita do pinhão começou nesta quarta-feira (1º) em Santa Catarina com a expectativa de retirar 3,7 mil toneladas das araucárias, um volume 32% menor em relação ao ano passado. Apesar da queda na produção, concentrada principalmente na região Serrana, a menor oferta do alimento no mercado deve elevar os valores pagos aos extrativistas e garantir a rentabilidade da safra.
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Na temporada anterior, os 18 municípios produtores da Serra colheram 5,4 mil toneladas, o que movimentou mais de R$ 32 milhões na economia catarinense. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), com a retração atual, o preço do quilo pago ao produtor deve igualar ou superar a média de R$ 6,44 registrada na última colheita.
A compensação financeira anima quem vive da atividade. Para produtores experientes, a aposta para contornar o baixo volume é focar na qualidade. É o caso de João Odilar de Oliveira, que trabalha com a semente há meio século. Ele ressalta que a colheita no tempo certo, garantindo um pinhão maduro em vez de verde, assegura uma remuneração melhor na hora da venda.
A extração do pinhão é fundamental para a economia do interior do estado. Dos 34 mil lares rurais mapeados na Serra catarinense, cerca de 10 mil (30% do total) têm a semente como parte essencial de sua composição de renda. O cultivo se concentra com maior força nos municípios de São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Painel.
Além do peso econômico, a semente é o símbolo do inverno catarinense e movimenta o turismo e a gastronomia local. O produto é a atração principal da tradicional Festa do Pinhão, que ocorre anualmente no Parque Conta Dinheiro, em Lages. Nesta edição, o evento está programado para ocorrer entre os dias 22 de maio e 7 de junho.
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